Métodos de execução (Parte III)

Publicado: junho 2, 2009 por Mellanye em - Métodos de Execução, - Sobre

Câmara de gás:

A Câmara de gás é um dos suportes utilizados pela justiça para execução de condenados a morte.
Contam os registros históricos que na Alemanha nazista na II Guerra Mundial essas câmaras eram muito solicitadas, em campos de extermínio (em Varsóvia) do lado Polonês na eliminação sistemática de seus prisioneiros.

Segundo a versão oficial, nestas câmaras, hermeticamente vedadas, um poderoso e mortal gás chamado Zyklon B era injetados em quantidades no interior. O “Zyklon B” era o nome comercial, mas na verdade, tratava-se do ácido cianídrico um gás muito utilizado até hoje nas câmaras de gás norte americanas. O ácido cianídrico usado para esse fim é uma pastilha forma cristais que uma vez exposto ao ar entra em processo de sublimação e após algumas horas começa a liberar o gás mortífero e altamente letal quando inalado. Para se ter uma idéia, mesmo em pequenas doses, ao ser respirado o gás cianídrico entra pela corrente sanguínea, até chegar às células, onde bloqueia a ação das mitocôndrias e desse modo, as células ficam sem produzir energia ocorrendo a seguir a morte por asfixia. O gás também é usado em grandes celeiros na eliminação do caruncho (pragas).

Este gás foi inicialmente utilizado como pesticida, para matar piolhos, pulgas e carrapatos transmissores de tifo, que era uma doença endêmica na época da segunda guerra. A casa ou alojamento com pragas eram bem fechadas e os cristais eram jogados em seu interior. Depois de seis horas, todos os insetos estavam mortos. Fúnebre foi a descoberta de que o gás também era tóxico para humanos e desse modo, os prisioneiros judeus eram confinados em câmaras (grandes salas de concreto) muito bem lacradas e os cristais de ácido cianídrico eram jogados em seu interior.

Ao contrário do que se imagina esse “processo de morte” não era rápido nem indolor como na camara de gás. A sublimação do gás cianídrico era lenta e sua inalação e altamente sufocante. Homens e mulheres, novos e velhos, eram levados para estas câmaras, sob o pretexto de tomar banho e não voltavam mais.

Também era realizado um cuidadoso trabalho para que as vítimas realmente pensassem que tomariam banho e sairiam de lá vivas: os alemães ordenavam que todos tirassem as roupas e depois cada vítima recebia um cabide numerado para que colocasse suas roupas para que depois do “banho”, pudessem reavê-las, e as pessoas eram obrigadas a levantar os braços ao entrar para que assim houvesse mais espaço para acomodar mais pessoas, e antes de entrar na câmara, as pessoas tinham seus cabelos cortados por prisioneiros que habitavam o campo havia mais tempo, e em um espetáculo de sadismo, algumas vezes, os alemães convocavam uma banda para entreter os prisioneiros antes de levá-los para a câmara. Assim que as portas se fechavam, a luz era apagada e o gás começava a invadir a câmara. Muitas vezes as paredes tinham de ser lavadas cuidadosamente após cada utilização, pois no desespero, várias pessoas se jogavam contra as paredes . Erroneamente, a decisão de usar a câmara de gás foi tomada na Conferência de Wansee, em 1942, e primeiramente usavam monóxido de carbono (CO) do motor de um tanque. A última utilização das câmaras de gás ocorreu em 1944, em Auschwitz-Birkenau, o mais tenebroso campo de extermínio.

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