Jack, O Estripador

Publicado: maio 18, 2009 por Mellanye em Jack O Estripador

jack Assassino que assustou Londres no final do século XIX. No dia 7 de agosto de 1888, um morador de um conjunto habitacional de East End, um bairro pobre de Londres, encontrou o corpo da prostituta Martha Turner. Martha foi a primeira vítima de Jack. Depois dela vieram mais quatro, entre elas Polly Nichols (morta dia 31 de Agosto de 1888), de 42 e Annie Chapman, de 47, todas meretrizes que freqüentavam os bares da região, como o Ten Tells, um dos maiores pontos de prostituição. Sua última foi assassinada em 9 de novembro de 1888. Há ainda outros casos de Whitechapele redondezas atribuídos ao assassino, mas podem ter sido cometidos por psicóticos motivados pela fama que Jack alcançou.
Ele não foi o primeiro assassino em série que se tem notícias, mas sua história fez sucesso porque foi a primeira a surgir numa metrópole em uma época em que a imprensa já tinha grande força.

Teorias:
Muitas teorias surgiram para explicar esses crimes, chegando a existir mais de 200 livros procurando solucionar o mistério. Apenas em 1929 é que surgiu a primeira teoria séria sobre o caso: Leonard Matters suspeitava de que o criminoso fosse um médico inglês que matava e degolava mulheres por desejo de vingança, pois seu único filho tinha morrido de sífilis contraída numa relação com prostitutas de Whitechapel. Um médico da família real, sir William Gull, também ficou como suspeito dos crimes ao obedecer às ordens do primeiro-ministro para que assassinasse estas prostitutas (as mulheres estavam chantegeando os membros da realeza por saberem de um relacionamento ilícito de um parente da rainha Vitória como uma plebéia).
Uma parteira também foi colocada no rol de suspeitos: sendo ameaçada pela polícia para parar o seu trabalho, ela mataria suas mais freqüentes freguesas. Outras teorias já dizem que Jack não existiu: as prostitutas assassinadas já eram decadentes, com exceção da bela e nova Mary Jane Kelley, e teriam sido alvo de policiais revoltados com o aumento da prostituição em Londres – havia mais de 1.800 prostitutas na época. Até no criador de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, recaíram suspeitas: ele estaria montando um quebra-cabeça para a polícia da mesma forma que fazia em seus textos do famoso detetive.

Como fazia:
Com Polly Nichols, O Estripador agarrou-a por trás e tapou-lhe a boca com a mão, tendo, depois, lhe cortado a garganta. O corpo mutilado foi encontrado por um carroceiro às primeiras horas da manhã seguinte.
Já Annie Chapman, morta exatamente uma semana depois, teve seu corpo totalmente retalhado, foi encontrada por um dos porteiros do mercado de Spitalfields, num pátio dos fundos da casa nº 29, de Hanbury Street. Suas jóias e dinheiro tinham sido colocadas ordenadamente junto aos restos mortais do seu corpo. Dia 30 de Setembro, Jack esfaqueia duas vitimas, Catharine Eddowes e Elizabeth Stride, sendo o corpo de Catherine o mais mutilado até então,e rasto de sangue estendia-se desde o corpo retalhado até à porta onde alguém escrevera a giz ” Os judeus não são culpados de nada”.
No dia 9 de Novembro ele volta a atacar. Matou Mary Kelly, 25 anos. Seu corpo foi encontrado desmembrado, no seu quarto, no nº13 de Miller’s Court. Mary foi, pelo que se julga, a ultima vitima do Estripador, que não voltou a repetir os seus crimes.
Jack geralmente estrangulava suas vítimas e depois as mutilava com facadas. Na opinião dos médicos que examinaram os cadáveres, ele tinha conhecimentos de anatomia. Em um caso, ele retirou um rim sem danificar os órgãos que estavam ao redor. Em outro, removeu órgãos sexuais com um único golpe de faca.

A identidade verdadeira de Jack nunca foi descoberta, apesar de vários suspeitos terem sido indicados. A polícia fez o que pode, mas foi desmoralizada. O inspetor Charles Warren, que comandava as investigações, demitiu-se depois de dar sua última ordem: fotografar os olhos de uma das prostitutas, pois acreditava-se que uma pessoa guardava na retina a última imagem vista antes de morrer.

Curiosidades:
– Sua história sanguinaria deu rédeas a um filme chamado Jack The Riper, lançado em 1988 e From Hell, de 2001.
– Há uma banda cujo nome é Whitechapel (nota da editora: Ouçam, a banda é realmente boa!).
– Foram escritos inúmeros livros sobre o caso, em Jack the Ripper: Case Closed (Jack, o Estripador: Caso Encerrado), Andrew Cook cita o testemunho do médico legista Percy Clark, da delegacia de Whitechapel, que examinou pessoalmente os corpos das cinco vítimas. Cook alega que o estripador tenha sido assassino de apenas três, da todas as mortes; E o culpado pelo sensacionalismo da época fora um jornal chamado The Star, que usou o golpe para que suas vendas fosse, altas.
– A macabra lenda de Jack alimentou a fantasia de várias gerações e se transformou até mesmo em uma atração turística para Londres, que oferece tours guiados pelos locais da Inglaterra victoriana que serviram de palco para os crimes.
– Em londre um pub ganou seu nome e batiza até um drinque vermelho-sangue.
– Sobre ele, foram escritos mais de 200 livros com variadas hipóteses.
– Anthony Perkins e Klaus Kinsky já o representaram no cinema.
– O mais curioso, no caso de Jack, é que ele é uma celebridade sem rosto – algo impensável nos dias de hoje. Está nas livrarias – depois de ter causado polêmica nos Estados Unidos – o livro Retrato de um Assassino, a mais recente tentativa de dar identidade ao criminoso do fim do século XIX.

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